Ribeiro Telles sabe que ainda há preconceitos sobre a monarquia: “Mas ela é de todos, dos comunistas aos conservadores, e não de uma elite nobiliárquica.”
29/1/2008

Gonçalo Ribeiro Telles pode ser considerado o monárquico oficial da Terceira República. O arquitecto paisagista pertenceu aos governos da Aliança Democrática (AD) de Francisco Sá Carneiro e foi obreiro de um partido monárquico e ecologista (o PPM), provando que o ideário do rei não estava necessariamente ligado a brasões, anéis, colarinhos engomados e Estado Novo.
“Há uma crise dos portugueses consigo próprios. Têm vergonha de ser portugueses. A única coisa que os exalta é o futebol. Por isso, considero que o ideal monárquico nunca esteve tão ligado ao futuro do país como neste momento. A monarquia tem uma oportunidade única para refazer esta unidade nacional”. Para a haver uma mudança de regime, o ex-ministro não refere nem referendos ou mudanças da Constituição: “A restauração depende só da vontade do povo português.”
Ribeiro Telles sabe que ainda há preconceitos sobre a monarquia: “Mas ela é de todos, dos comunistas aos conservadores, e não de uma elite nobiliárquica.” Aliás, um dos motivos que o levou a sair do PPM foi o de acreditar que o movimento é transversal na sociedade. O casamento de D. Duarte com D. Isabel reforçou a sua convicção que a causa monárquica deveria ser “alargada e não estreitada.” Daí que torça o nariz a partidos ou federações exclusivamente monárquicas.
O receio de que um Rei incompetente se possa perpetuar na cadeira do poder é afastado categoricamente: “Defendo que se um monarca não proceder bem poderá vir a ser substituído por referendo ou plebiscito.” A História tem como grande exemplo o de D. Afonso VI.
Fonte :Joana, netcafé@monarquia
Até que enfim!
“Daí que torça o nariz a partidos ou federações exclusivamente monárquicas”.
Quando há muitos anos manifestei a minha opinião sobre a inoportunidade e
o êrro estratégico politico da criação do PPM, por ser exclusivamente monárquico
e, assim, cantonar os “realistas” num só grupo dos 0.2%……ía sendo fusilado.
Não entendo a referência, mesmo que simbólica aos colarinhos engomados e ao
Estado Novo. Só uma péssima análise mistura gente com aprumo, o dos colarinhos,
com gente republicana, a do Estado Novo. Do Sr. Arq. Ribeiro Telles não esperava
uma tão superficial e “desambientada” análise. Esperava mais, muito mais!
Posted by João De Faria-Lopes | February 3, 2012, 9:03 am