10 de Junho de 2016…o exército é trocado pelo futebol

As Comemorações oficiais do 10 de Junho serão em Paris“…é com esta frase que qualquer português se começa a questionar se França também faz parte de Portugal.

A interrogação , mesmo que justificada com a presença das comunidades portuguesas, é perfeitamente justificável porque o 1o de Junho remonta aos primórdios da nacionalidade, primeiro com o culto ao Arcanjo S. Miguel (teria aparecido a D. Afonso Henriques na Batalha de Ourique, dando origem a um culto que seria oficialmente instituido a 1504 pelo Papa Júlio II a pedido do Rei D Manuel I) e posteriormente com a República a data passaria a ser comemorada como feriado municipal de Lisboa atribuindo o seu contexto a Camões..posteriormente passaria a data comemorativa nacional com o Estado Novo , natureza mantida pela III República de 1974. Mesmo considerando o peso da diáspora e o maior sentido de comemorar no Canadá ou no Reino Unido onde as comunidades portuguesas já comemoram o dia , não é de todo irrelevante que a única data nacional onde o Presidente da República se digna a comparecer com honras militares  seja substítuido por uma versão estatal do “portugal em festa” da SIC onde o Presidente abandona o exército português e a memória dos combatentes caídos em troca de uma jantarada com a Selecção Nacional de Futebol.

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Conscientes do erro a ,casa Civil já elaborou um programa para medalhar os sobreviventes e intervenientes do massacre do Bataclan , como justificação para evitar as críticas justificáveis dos muitos portugueses que deram a vida para defender o País e de outros tantos que vêm a Chefia do Estado transformar-se num programa de entretenimento desprovida de valor Histórico.

 

O Dia 10 de Junho a caminho de se tornar tão irrelevante para Belém quanto o dia 1 de Dezembro .A Identidade Nacional diluí-se no ego dos políticos 

"A PROBLEMÁTICA MONÁRQUICA E AS CRISES NACIONAIS", por Jorge Borges de macedo

D. Duarte de Bragança afirmou um dia que iria comparecer sempre no dia 1 de Dezembro (o dia em que 40 portugueses correram com o jugo dos reis espanhois , 1640, data que não é comemorada pelo Chefe de Estado) até ao dia em que o Presidente da República se dignasse a falar nesse dia tão relevante para a Identidade Nacional. Parece que SAR D. Duarte ganhou mais uma data comemorativa para se dirigir aos portugueses porque o Presidente da República trocou o País e o Exército (do qual é chefe máximo) por uma festarola em Paris

É grave quando um Presidente esquece que as datas servem para lembrar o essencial .As Nações não são construídas com festas propaganda e futebol mas sim por suor e sangue de gerações que mereceriam pelo menos um dia (em 365) em memória dos que lutaram por um futuro melhor.

Ricardo Gomes da Silva

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Rainha de Inglaterra responde a um americano desiludido com a falta de qualidade da República dos EUA

Rainha de Inglaterra responde a americano frustrado, com a qualidade da Democracia da República Norte Americana, que implora à Grã-Bretanha para retomar o controle dos EUA

Um americano cansado de ouvir Donald Trump escreveu à rainha para retomar o controle dos Estados Unidos – e ficou chocado ao encontrar uma resposta na sua caixa de correio.

ver a notícia original aqui

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Panamá Papers e a Monarquia, um bom argumento para acabar com a República

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron publicou suas declarações fiscais, onde se diz que os rendimentos no exterior foram declarados de forma adequada. Esta foi a reação do primeiro-ministro David Cameron sobre as alegações de corrupção na sociedade britânica, quando seu nome foi encontrado na chamada Lista Panamá.

Em Portugal o caso é multiplicável por vários factores de 10 , 2 Tb de informação parecem ser divulgados a conta-gotas e a velocidade reduziu substâncialmente quando o caso chegou aos proprietários de alguns meios de comunicação.De alguma forma parece haver algum pudor em divulgar aquilo que a população já conhece há muito tempo: a corrupção é o estado natural da República Portuguesa 

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“Nos últimos anos, vários foram os casos de justiça que envolvem criação, pagamentos ou outra relação com empresas offshores. Muitos deles ainda estão em investigação. A revelação dos Panama Papers cruza-se com alguns dos processos mais mediáticos da justiça portuguesa, desde a Operação Marquês à investigação Monte Branco, Vistos Gold, mas também os casos montados a partir dos bancos portugueses que colapsaram: BPN, BPP e BES.

Vários arguidos ou suspeitos nestas acções aparecem referenciados nosPanama Papers, divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), uma revelação que em Portugal tem sido feita peloExpresso e pela TVI. Ricardo Salgado, Helder Bataglia e João Rendeiro são apenas três exemplos.” in Público

É este um  bom ” argumento para a restauração da monarquia “como afirmou Anton Bakov.

O caso é que no ” Panamá papers” não há qualquer monarca europeu moderno. Somente políticos, ministros e presidentes , em outras palavras, estas personalidades que estão mais predispostas à corrupção .

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A República é um estado de corrupção

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A Rainha de Inglaterra dá a sua opinião sobre o bretix e o curso recente da Europa

A rainha Isabel de Inglaterra falou acerca da necessidade de manter a unidade na Europa, num discurso para líderes da Alemanha e do Reino Unido, em Berlim no ano passado.
“a divisão na Europa é perigosa”.

 

O seu discurso foi feito na presença da chanceler alemã Angela Merkel e do primeiro-ministro David Cameron, que quer levar a referendo a adesão à UE do Reino Unido.Um único recado para dois ângulos da situação política da Europa e Reino Unido.A Rainha dá a sua aproximação à estratégia política interna de reformar a relação com a UE e reforça o papel da Alemanha na unidade da Europa, estratégia que tem sido abandonada pela Alemanha de Merkel com objectivos económicos sendo progressivamente postos à frente da coesão da Europa

O Palácio de Buckingham salientou que os comentários da Monarca não foram cerca do Bretix , mas a “República” (grupo pró-republica )  criticou “a intervenção na política”.

A rainha, que como chefe do Reino Unido de estado permanece politicamente neutra, disse no banquete do Palácio Bellevue, residência oficial do presidente Joachim Gauck da Alemanha: “Em nossas vidas, vimos o pior, mas também o melhor do nosso continente.
(…) Temos assistido a rapidez com que as coisas podem mudar para melhor.(…)
Mas nós sabemos que temos de trabalhar duro para manter os benefícios do mundo pós-guerra.(…) Sabemos que a divisão na Europa é perigosa e que temos de nos proteger contra ela no Oeste, assim como a Este, do nosso continente. Isso continua a ser um esforço comum.”

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As Famílias Reais e a Escola Pública

Deve o ensino privado português concorrer em paridade com a Escola Pública no acesso aos fundos do estado? desconsiderando a natureza e objectivo privado de uma empresa, que deveria viver das quotas dos seus associados, convém desmontar o discurso da suposta qualidade de um sistema que é externo ao Estado (muitas vezes depende de outro Estado) e nunca soube sobreviver pelos próprios meios enquanto reclama direitos e privilégios.Não existe melhor exemplo do que a conduta de uma das mais exclusivistas e régias famílias do planeta: A Família Imperial do japão

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Longe vão os tempos em que as Famílias Reais procuravam tutores privados ou escolas exclusivas para orientar a educaçãos dos herdeiros do Trono.Os tempos mudaram e a qualidade e diversidade da Escola Pública têm mais para oferecer do que os antigos colégios internos.

O Caso Japonês

“A família imperial [do Japão]não procura a mudança , não é suposto(…)a Família Imperial ajusta-se à situação do país e procura refletir os valores dos japoneses do seu tempo”,afirmaria Shinji Yamashita, antigo oficial da agéncia de comunicação da Casa Imperial do Japão, sobre a entrada do herdeiro -Príncipe Hisahito de 6 anos- numa escola primária pública.

O caso japonês é particularmente importante na avaliação dos novos tempos , não só devido ao contexto histórico que a Monarquia do japão assume nos japoneses, afinal o Imperador não é visto como uma pessoa normal mas mais como um semi-deus, mas também pelo facto de o ensino ter um valor .muito elevado que contrasta largamente com a leveza que lhe é atríbuido pela sociedade ocidental

frequentar a escola primária, desprovido de títulos honoríficos, irá ajudá-lo a se preparar para a vida como um símbolo tanto do Estado como da unidade do povo japonês.“Queremos que ele gradualmente aprenda a levar uma vida social adequada à medida que avança [através do ensino primário, Liceu e Universidade].”Principe  Akishino

O caso Europeu

O Caso europeu ainda é um processo de transição. Entre as casas Reais mais tradicionais que mantêm o percurso académico longe do sistema público como o caso Inglês e de Espanha , noutras Monarquias o caso começa agora a ser o oposto, como o caso da Dinamarca e Holanda .Em ambos os casos parece haver uma forte relação entre o prestígio e o peso que o sistema de ensino privado têm na Economia dos respectivos países que secundariza o papel da educação como factor de unidade cultural .No caso da Noruega a retirada dos jovens herdeiros do sistema público de ensino foi visto pela sociedade como uma desvalorização do sistema e um desvio dos valores defendidos pelos noruegueses.

É dificil defender uma suposta maior qualidade do ensino privado quando a maioria dos prémios Nobel ensina e foi formada no sistema público de ensino dos respectivos países. A grande vantagem para o caso dos descendentes de famílias reais resideria em grande parte na convivência com outros membros de casas reais ou futuros membros proeminentes das respectivas sociedades., o que no caso Inglês é especialmente relevante face à importância de manter a unidade do império colonial com elites locais formadas em colégios privados ingleses

A Escola como factor de unidade social

A universidade de Coimbra foi o principal pilar da unidade do Império português porque todos os futuros dirigentes conviveram naquele espaço à beira do Mondego, é a este facto que podemos aludir quando se discute a estranha a unidade social do Brasil face ao retalho de pequenas nações que formavam o antigo império de Espanha, afinal haviam várias universidades, cada uma seguindo uma abordagem diferente aos novos tempos. Entre escolas privadas (que vão do modelo empresarial a escolas para alunos naturais de outros países), coorporativas (como o caso da UC) , semi-privadas (como o caso de colégios militares) ou religiosas a Escola Pública surge como a única que tem o meios ,capacidade e aspiração natural para defender os valores primordiáis da sociedade sem atender a este ou aquele interesse de um pequeno grupo dentro da sociedade, ou noutros casos interesses minoritários externos à própria sociedade.

Foi este motivo que levou a geração de 1850 a criar de raiz um sistema de ensino público que chegasse a  toda a população. O Portugal do sec XIX percebia que a literacia e a cultura eram essenciais para qualquer sociedade ganhar relevância e prosperidade e o projecto foi largamente consolidado nos anos seguinte e com outros regimes que sabiam que a portugalidade começava cedo e com a aprendizagem da Língua comum, por todos.

A Escola Pública ,é talvez, o maior legado que a Monarquia Constitucional deixou para o Portugal do sec XX.Ao contrário de territórios glória e riqueza ,consumidos pelo tempo ganância e morte, passivéis de extorsão e divisão o património cultural não se extingue nem é passível de ser conquistado.Os novos castelos de Portugal são as escolas.

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Donald Trump,a falha sistémica da República

 

«Os Estados Unidos deveriam ter um rei e uma rainha. Era bonito, dinamizava a economia, divertia as pessoas e até podia ser que funcionasse melhor » Nicholas Donabet Kristof

A provável nomeação presidencial de Donald Trump confirmou o que muitos têm argumentado por anos: A Democracia norte americana não está bem e muito provavelmente pode não sobreviver a esta campanha presidêncial.

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A intensa obstrução política do partido republicano e o seu extremismo ideológico durante a presidência de Barack Obama minaram as normas que regem os padrões políticos essenciais a qualquer Democracia moderna. Agora os eleitores republicanos têm à escolha um candidato presidencial que funciona como um motim retórico, quebrando em pedaços as expectativas rudimentares de competência, coerência e civilidade que deveriam suster a Democracia.

Como Seth Masket, um cientista político da Universidade de Denver, escreveu no Vox, “Isto representa o fracasso mais colossal de um partido político americano na história moderna.”.

O que levanta uma pergunta incómoda. Se uma das partes em uma democracia de dois partidos é um “fracasso colossal” ,não será seguro estender esta falha ao próprio funcionamento da Democracia? É a ascensão de Trump um aliviar de excesso de pressão ou a evidência de uma falha sistêmica? Mas há uma solução de longo prazo: Reformar a Democracia com o medicamento mais radical, eleger um Monarca
Se nos conseguirmos abstrair de Jorge III e de toda a rectórica que tinha algum sentido até ao sec XIX, os novos monarcas constitucionais norte americanos poderiam servir para assegurar a Constituição, uma espécie de comandantes-em-chefe da moral e  indignação nacionais, uma barreira institucional aos trepadores do Poder e ao mau funcionamento dos dois maiores partidos.
Os monarcas poderiam passar dias a assistir aos candidatos dos dois partidos degladiarem-se com as propostas mais atrozes com um ar de paciência próprias de quem está habituado às efémeras lutas pelo Poder.
Tudo isso daria tempo para o monarca para elaborar uma verdadeira estratégia de limpeza que obrigasse aos partidos focarem-se mais na qualidade e viabilidade das propostas em deterimento da rectórica do assalto ao voto que se foca mais na liberdade de porte de arma do que na resolução da falência de alguns Estados e os milhões de desempregados que se arrastam nas ruas .

“O sistema funciona na medida em que responde à raiva da classe trabalhadora (…), um grupo cujos interesses têm sido largamente ignorados por ambas as partes até agora”, disse Francis Fukuyama, diretor do Centro para a Democracia, Desenvolvimento e do Estado de Direito na Universidade de Stanford, via e-mail. “Trump, no entanto, tem todos os hábitos de um demagogo clássico e não vai servir bem o país como presidente.”

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Os críticos de vistas curtas poderão apresentar objecções mesquinhas, dizendo que a Monarquia não é democrática nem igualitária. Pois. Considerando que nos EUA, 1% das pessoas possuem seis vezes mais dinheiro que as 80% podemos dizer já existe uma aristocracia, que é a pior versão do modelo monárquico, à solta sem o controle de uma figura na chefia do Estado que sobreviva à voragem do tempo.

A nomeação de Trump parece ser cada vez mais provável e mesmo que não seja eleito a falha sistémica ficou evidente e o País ,bem como todo o arsenal atómico,podem um dia ficar nas mãos de um demagogo sem experiência política ou interesse público.Os americanos apreciam tanto a Democracia e a rectórica republicana que deixaram para trás a reforma de um sistema que é em tudo similar às velhas monarquias medievais europeias onde a ganância de um se pode sobrepôr a incompetência de muitos e à liberdade dos restantes.

 

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