Não à monarquia de brasão!, por Gonçalo Ribeiro Telles

Ribeiro Telles sabe que ainda há preconceitos sobre a monarquia: “Mas ela é de todos, dos comunistas aos conservadores, e não de uma elite nobiliárquica.”

29/1/2008

SAR D. Duarte na Homenagem a Ribeiro Telles no próximo dia 6 de Dezembro

Gonçalo Ribeiro Telles pode ser considerado o monárquico oficial da Terceira República. O arquitecto paisagista pertenceu aos governos da Aliança Democrática (AD) de Francisco Sá Carneiro e foi obreiro de um partido monárquico e ecologista (o PPM), provando que o ideário do rei não estava necessariamente ligado a brasões, anéis, colarinhos engomados e Estado Novo.

“Há uma crise dos portugueses consigo próprios. Têm vergonha de ser portugueses. A única coisa que os exalta é o futebol. Por isso, considero que o ideal monárquico nunca esteve tão ligado ao futuro do país como neste momento. A monarquia tem uma oportunidade única para refazer esta unidade nacional”. Para a haver uma mudança de regime, o ex-ministro não refere nem referendos ou mudanças da Constituição: “A restauração depende só da vontade do povo português.”

Ribeiro Telles sabe que ainda há preconceitos sobre a monarquia: “Mas ela é de todos, dos comunistas aos conservadores, e não de uma elite nobiliárquica.” Aliás, um dos motivos que o levou a sair do PPM foi o de acreditar que o movimento é transversal na sociedade. O casamento de D. Duarte com D. Isabel reforçou a sua convicção que a causa monárquica deveria ser “alargada e não estreitada.” Daí que torça o nariz a partidos ou federações exclusivamente monárquicas.

O receio de que um Rei incompetente se possa perpetuar na cadeira do poder é afastado categoricamente: “Defendo que se um monarca não proceder bem poderá vir a ser substituído por referendo ou plebiscito.” A História tem como grande exemplo o de D. Afonso VI.

Fonte : DN

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4 Responses to Não à monarquia de brasão!, por Gonçalo Ribeiro Telles

  1. João De Faria-Lopes says:

    Até que enfim!
    “Daí que torça o nariz a partidos ou federações exclusivamente monárquicas”.
    Quando há muitos anos manifestei a minha opinião sobre a inoportunidade e
    o êrro estratégico politico da criação do PPM, por ser exclusivamente monárquico
    e, assim, cantonar os “realistas” num só grupo dos 0.2%……ía sendo fusilado.
    Não entendo a referência, mesmo que simbólica aos colarinhos engomados e ao
    Estado Novo. Só uma péssima análise mistura gente com aprumo, o dos colarinhos,
    com gente republicana, a do Estado Novo. Do Sr. Arq. Ribeiro Telles não esperava
    uma tão superficial e “desambientada” análise. Esperava mais, muito mais!

    • Maria da Gloria says:

      Mais uma vez a espuma se sobrepõe à onda. Concordo que no tempo actual só a Monarquia( com a coragem de um referendo popular ) poderia restaurar a Democracia, um projecto viável para Portugal e principalmente dar tempo a que os partidos deixassem de ser círculos fechados e a participação da população cívica reaparecesse.
      Uma mudança radical, além da surpresa tem o efeito de renascimento!

  2. Joao Bastos says:

    Olá… Deixe-se disso … Esse é o discurso de sempre… a interpretação pela negativa. Saudável e patriótico é apoiar um homem português que sustenta um projecto para sociedade portuguesa

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