A Morte do Príncipe

” A morte do Príncipe” é uma pequena peça de Teatro escrita por Fernando pessoa de teor místico e esotérico ,adaptada ao cinema por Maria de Medeiros, onde se aborda a diferença entre a idealização e o que se foi no momento da morte.Texto perfeito para todos os portugueses que vêm na Casa Real Portuguesa um dinossauro da História que deveria estar num museu ,que não vêm na eleição para a presidência da maior potência militar mundial de uma pessoa instável (que ninguém conhecem plena extensão) ou no desembarque de metade do exército francês nas ruas e praças do Maior estado europeu ,ou mesmo na rectórica imperialista da Russia -todos estes países têm constituições decalcadas das Monarquias do sec XVIII – uma fotocópia de todos os erros que fizeram colapsar as Monarquias da Europa, com o detalhe que nenhum destes governantes está a pensar como um Rei: nas consequências para as suas gerações seguintes .

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Funeral da Rainha D Amélia, no auge da ditadura o povo junta-se para ver se o País que liam nos livros de História fora alguma vez real, se teria havido uma Rainha e um Reino onde em Democracia o Monarca passeava de cabeça descoberta e sem segurança

A morte recente de D Henrique de Bragança , que até 1996 estaria em 3º lugar na linha de sucessão ao Trono português , vem lembrar que nada é eterno  . Pouco mais de um século de República conseguiram apagar a relevância de haver uma linhagem dinástica na Chefia do Estado, com boa contribuição de ausência de choques externos ao País -semelhantes às 10 invasões de Espanha que ocorreram antes de 1910- e uma boa dose de inveja social (inconsequente poís os portugueses nunca foram tão pobres quanto no sec XX) ,uniram-se para apagar da memória que um país não é feito de pedra , betão armado e Leis eloquentes mas sim de pessoas e todas elas sujeitas à sorte da Morte e com elas as Instituições.

d-henrique

morte do irmão mais novo de D. Duarte

A República não é eterna e a sua capacidade de adaptação resume-se à variação entre Ditadura e Presidencialismo ,tocando-se estes dois polos em mais pontos do que os desejáveis para uma Democracia. A República não tem capacidade de adaptação aos tempos que se avizinham, por muitos “afectos” e “proximidade” a Presidência não agrega vontades nem exclui más intenções , a Monarquia Constitucional é o único paradigma capaz de elevar Portugal mas tem uma fragilidade: é feita de pessoas , não é uma peça de teatro onde se recruta o melhor actor para fingir o Drama e impor o final previsível.

A grande fragilidade das Nações é a sua fragilidade humana como recorda o texto de Fernando Pessoa: “Para que me deram um reino que ter se não terei melhor reino que esta hora que estou entre o que não fui e o que não serei?

Ricardo Gomes da Silva

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