D. Duarte ,sobre a crise que Portugal atravessa

“A crise portuguesa tem basicamente duas origens: ignorância, por um lado, e imoralidade, por outro”

Dívida pública portuguesa ultrapassa 120% do PIB...isto não é um dado económico, é uma contagem decrescente

“Portugal encontra-se sobre criadores e burocratas estrangeiros, devido à irresponsabilidade de Governantes que endividaram o país, gastando o que tínhamos e o que não tínhamos, em investimentos que não produziram riqueza, mas que permitiram ganhos ao número reduzido de privilegiados (…) muitos sofrem agora as angustiantes consequências de algumas políticas irresponsáveis ou desonestas” mensagem de D. Duarte a 1 de Dezembro de 2013

«A crise portuguesa tem basicamente duas origens: ignorância, por um lado, e imoralidade, por outro (não sei em que percentagem). Os crimes económicos que foram feitos contra a economia nacional nestas dezenas de anos foram somente por ganância e corrupção, ou por ignorância. Qualquer dona de casa sabe que, se gasta mais do que tem, acaba mal; como é que os nossos políticos não perceberam que, se gastavam 5 a 10% mais do que aquilo que o Estado tinha, acabavam mal? Internacionalmente denunciava-se essa situação(…). No entanto, o Estado continuou a fazer isto, até entrar em falência fraudulenta quando o governo Sócrates teve de pedir ajuda internacional. (…) mas não pensamos que nós é que andámos estes anos todos a estragar a nossa saúde económica: a matar a capacidade produtiva, a destruir a economia e a gastar os nossos recursos e o dinheiro emprestado pelo estrangeiro, a fazer coisas que não produzem riqueza: as auto-estradas, a Expo de Lisboa, o Centro Cultural de Belém… centenas de obras nas Câmaras Municipais, luxos de país muito rico que mesmo países mais ricos do que nós não têm… fizemos isso tudo e agora não temos dinheiro para pagar os salários da função pública.(…). Qual teria sido a vantagem de Portugal ter um rei? É que, como acontece com os países da Europa mais desenvolvida (países escandinavos, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Reino Unido), o rei discretamente avisa os governantes e diz “vocês estão a ir por um caminho perigoso”: eu sei que há corrupção aqui… então discretamente ajuda os governos… de modo que há todo um acrescento à democracia, a figura do rei acrescenta qualquer coisa à democracia que as repúblicas não têm porque os presidentes da República, em Portugal, são todos de uma origem partidária. E portanto estão comprometidos com as políticas – com os erros políticos – cometidos com os partidos, não têm a autoridade para denunciarem os erros que estão a ser cometidos – a não ser o general Ramalho Eanes, que hoje quase toda a gente considera o melhor presidente que tivemos, exactamente porque, como ele disse, tentou agir como um rei constitucional (foi a definição que ele deu do seu próprio mandato).»Entrevista a SAR, em Janeiro de 2014

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