Madame de Staël, uma defensora da Monarquia Constitucional contra napoleão

Dona de uma personalidade brilhante, escritora, poeta, activista política, e feminista, Anne-Louise-Germaine, Madame Baronesa de Staël-Holstein, é geralmente reconhecida como a primeira filósofa política.

Anne-Louise-Germaine Necker

“Uma Constituição que faça entrar nos seus elementos a humilhação do soberano ou do povo, deve, precisamente, ser derrubada por um deles.” Anne Louise Gemaine Necker

 

Filha única de um rico banqueiro e de uma escritora suíça, recebeu dos pais sua paixão pelas letras e pela filosofia política, e um grande interesse pela coisa pública. Viveu em um período crítico da história da França, compreendendo os anos de Luís XVI, da Revolução Francesa, da era napoleónica, e da Restauração da Monarquia dos Bourbons com Luís XVIII. Ela teve um importante papel na corrente minoritária de livres-pensadores moderados favoráveis a uma monarquia constitucional, mas que saíram derrotados tanto pela feroz maioria radical vitoriosa na Revolução, quanto por Napoleão e pelos restauradores da monarquia.

“Os arrogantes são como os balões: basta uma picadela de sátira ou de dor para dar cabo deles.” ―Anne Louise Gemaine Necker

A perseguição que sofreu de Napoleão – ele representava a negação de todas as liberdades que ela defendia – fez dela uma figura mártir e heróica, que alentou a resistência ao imperador em Paris, na Suíça e em toda a Europa. Deixou livros e artigos, e também inúmeras cartas que escreveu aos seus amantes declarando suas frustrações e seus anseios de felicidade.

Germaine, desde menina, habituou-se ao debate dos temas políticos. Tanto seu pai quanto sua mãe eram protestantes calvinistas convictos, de grande moral, espírito aberto e tolerante, e seus amigos eram todos de tendêcia liberal. Em sua casa, conheceu incontáveis figuras importantes como: Victor Riqueti, Marquês de Mirabeau, monarquista constitucionalista, um dos redatores da “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”, documento básico da Revolução Francesa em 1789, autor de Explication du Tableau économique (“Explicação do Quadro econômico”) de 1759, Théorie de l’impôt (“Teoria do imposto”), de 1760; e Philosophie rurale (“Filosofia rural”), de 1763; Denis Diderot, o editor da Enciclopédia; Georges Louis Leclerc, conde de Buffon, o grande naturalista; François Arnauld, Gabriel de Mably, conhecido também por Abbé de Mably, historiador, precursor do socialismo comunitário; Jacques Henri Bernardin de Saint-Pierre, escritor, discípulo de Rousseau e precursor do romantismo, célebre por seu romance Paul et Virginie; Caroline-Stéphanie-Félicité du Crest de Saint-Aubin, condessa de Genlis, autora de várias obras sobre Educação; e Jean le Rond d’Alembert, entre outros. A esses encontros compareciam também alguns não famosos, que pertenciam ao círculo de velhos amigos suíços da família.
Uma criança precoce, Germaine interferia ela própria nos debates com apreciável sagacidade. Por influência de seu pai, um admirador de Montesquieu, tornou-se adepta da monarquia parlamentar segundo o modelo inglês. Recebeu da mãe uma educação muito esmerada e completa: aprende inglês, latim, dicção, música e dança; vai ao teatro e, ainda muito jovem, ela lê e escreve intensamente.

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