Passos Manuel, brilhante parlamentar, político e primeiro ministro da monarquia constitucional, morreu há 151 anos

«A Rainha é o chefe da nação toda. E antes de eu ser de esquerda já era da Pátria. A Pátria é a minha política.»

“A monarquia é o trono rodeado por instituições republicanas” Passos Manuel citando Lafayette

Passos Manuel

«Manuel da Silva Passos (São Martinho de Guifões, Bouças, 5 de janeiro de 1801 – Santarém, 16 de janeiro de 1862), mais conhecido por Passos Manuel, bacharel formado em Direito, advogado, parlamentar brilhante, ministro em vários ministérios e um dos vultos mais proeminentes das primeiras décadas do liberalismo, encarnando a esquerda do movimento vintista na fase inicial da monarquia constitucional, tendo depois assumido o papel de líder incontestado dos setembristas. Foi seu irmão mais velho, e inseparável aliado na vida política, José da Silva Passos, um também proeminente político da esquerda liberal. Ficou célebre a sua declaração de princípios: A Rainha é o chefe da nação toda. E antes de eu ser de esquerda já era da Pátria. A Pátria é a minha política.(…) »
«O rei D. Pedro V, que lhe tinha recusado em 1857 um lugar no Conselho de Estado, por carta régia de 17 de maio de 1861 nomeou-o Par do Reino, embora ele, aparentemente por razões de saúde, não tenha tomado assento na câmara alta.
 Manuel da Silva Passos faleceu na sua casa de Santarém a 16 de janeiro de 1862, sem ter tomado posse na Câmara dos Pares. Nunca aceitou mercês ou títulos, embora a sua filha mais velha tenha sido elevada a viscondessa de Passos, em 1851, em atenção aos merecimentos do pai.»

Wikipédia

Portugal encontrava-se numa desastrosa situação económica e financeira. A insurreição era inevitável, pelo menos, com pronúncia do Norte.

Ficou conhecido como “Revolução de Setembro” o movimento de revolta que se deu, em Lisboa, naquele 9 de Setembro de 1836. Sob a liderança de Passos Manuel, os deputados portuenses desembarcaram no Terreiro do Paço.

Os “oposicionistas radicais” deram largas ao descontentamento geral, com o apoio dos militares.

Tendo sido instaurado o regime liberal, com a Revolução de 1820 e a Constituição de 1822, e terminada a fase mais aguda da guerra civil, a Carta Constitucional (já experimentada em 1826-1827) entrou novamente em funcionamento. Logo aí se fez sentir a oposição aos actos dos governos da confiança de D. Pedro IV, havendo quem defendesse a tradição vintista. Ou seja, os deputados eleitos em 1834 distribuíram-se, essencialmente, pela direita (maioritária) que apoiava o rei e os seus executivos, e por uma minoria de esquerda que procurava uma doutrina capaz de dinamizar o democratismo. Essa minoria oposicionista era constituída, fundamentalmente, por deputados do Porto.

A primeira experiência parlamentar depois da vitória liberal na guerra civil mostrou ser difícil o entendimento entre os poderes executivo e legislativo. Daí que houvesse agitação na Câmara dos Deputados e na imprensa, na defesa de um liberalismo extremo. No resto do país, no entanto, a grande massa popular mantinha-se alheia a tais discussões ideológicas.

Assim, sendo claro o conflito entre o Governo e a Câmara dos Deputados, optou-se pela dissolução desta e pela preparação de novas eleições para deputados. O sufrágio de 1836 deu larga vitória ao Governo instalado, que resolveu continuar com a política iniciada dois anos antes e com a qual os liberais radicais nortenhos não concordavam.

Prepararam, então, um golpe de Estado, marcado para o momento da sua chegada ao Tejo, entre outros, Passos Manuel, Soares Caldeira e Morais Mantas, que acabaram por ser recebidos de forma apoteótica. O golpe deu-se de forma pacífica.

Esta revolução restabeleceu a Constituição de 1822 e levou à formação de um Partido Radical. Em 1838, os setembristas criaram uma Carta Constitucional, baseada na de 1822, que se manteve até 1842, ano em que um novo golpe de estado pôs fim ao Setembrismo e colocou Costa Cabral no poder, tendo isso levado à abolição da Revolução de Setembro e à implantação do rotativismo político. Ou seja, o passado mora ao lado.

 
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