A (in)Justiça das palavras e a pouca justeza dos actos

A justiça em Portugal é o próprio País à escala da classe que practica e impõe a Lei: Um amontoado de pessoas que não se entendem, não ouvem e fingem viver noutro País que não o seu.

Afirmar que o problema da falta de Justiça ou a percepção popular que a Justiça não mora em toda a sociedade é um problema antigo em Portugal, não fosse este talvez o único País a ter uma estátua a celebrar a justiça popular nas traseiras de um Tribunal.

Observar nos últimos anos a abertura do ano judicial (porque os anos judiciais parecem ter um inicio e um fim, tal como as pontes que inauguram com direito a corte de fita) é ter o vislumbre exacto do Estado do País e nem a presença neutra do Presidente ajudou este ano a acalmar os ânimos entre os participantes que iam atirando uns aos outros a culpa que é de todos.

Um País onde acima do povo são as próprias instituições do Estado a isentarem-se do papel para o qual foram criadas: a devida reflexão sobre a própria e inalienável responsabilidade no papel que tiveram sobre o estado actual da sociedade portuguesa e no futuro de uma Nação que se deve esperar livre justa e equitativa.

Se a reflexão tardar é bem possivel que a estátua à “Justiça de Fafe” passe das traseiras para a frente do Tribunal

Ricardo Silva

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