Passos Coelho arrisca coligação com insistência em Fernando Nobre

Primeiro teste de fogo. Passos Coelho acredita que Nobre será eleito presidente do Parlamento, mesmo com a abstenção do parceiro de coligação, o CDS-PP, com o qual arrisca o primeiro buraco no casco

O pecurso politico de Fernando Nobre tem-se pautado por uma resistência anormal da classe politica e opinião publica e uma outra insistência igualmente anormal em querer ver Fernando Nobre a ocupar um lugar que dê acesso directo à presidência da republica.Para o eleitorado é evidente que o que move Fernando Nobre é o Poder pelo Poder e não uma qualquer “missão”.AS tertúlias errantes na busca do Poder desgastaram até ao ínfimo a imagem da AMI e do seu Presidente e não é de surpreender que mais tarde ou mais cedo comecem a aparecer esqueletos e boatos .Fernando Nobre surge de dia para dia como uma verdadeira “caixa de Pandora” , um percurso politico demasiado rápido e demasiado forçado para um País que anda preza os “brandos costumes” e o valor do carácter


Às 10h00, Passos Coelho, tomará posse como deputado num parlamento onde já não estava 1999. Mas logo suspenderá o mandato para que amanhã possa tomar posse como primeiro-ministro. E uma hora depois reúne com a bancada parlamentar do PSD para preparar a votação do Presidente da AR. Passos quer Nobre, apesar de todas a ameaças de veto

Se a palavra dos líderes políticos valer sobre os deputados, Fernando Nobre não vai será eleito hoje presidente da Assembleia da República. Mas o voto é secreto e está em aberto a possibilidade de haver surpresas de última hora.

Ausência de candidaturas alternativas empurra a candidatura de Fernando Nobre para um resultado positivo

A praxe parlamentar diz que o presidente da Assembleia da República é indicado pelo partido mais votado e habitualmente é uma personalidade consensual. O BE já anunciou que não irá apresentar uma candidatura à presidência e também não são esperadas candidaturas do PS e do PCP. Para não causar mais mossa na coligação, o CDS também deverá optar por não apresentar nenhum nome.

As excepções à praxis parlamentar foram Teófilo Carvalho dos Santos, do PS, Francisco Oliveira Dias, do CDS, e Barbosa de Melo, do PSD que só foram eleitos numa segunda volta.

Os deputados do PSD vão votar a favor, o CDS-PP não se compromete e deu indicações à bancada para votar em branco e o PS, sem liderança parlamentar, tem apenas a ordem do Secretariado Nacional para votar contra. BE e PCP também já anunciaram que votarão contra.

A polémica em torno de Fernando Nobre não é casual.Nobre partiu para a corrida presidencial do ultimo escurtínio contra cavaco Silva e Manuel Alegre.O seu extenso currículo humanitário e ideais de um Portugal baseado na lusofonia granjeavam-lhe grande reconhecimento, um reconhecimento consolidado pela convicção num ideal que ainda exige enorme coragem: o de ser monárquico num País republicano centenário.

a evidência tem sido exactamente o oposto

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