Fernando Nobre:A pedra no sapato da Ética politica

No comentário da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa discorda do nome de Nobre para a AR e espera que o Governo dure no mínimo dois anos e meio.

Passos Coelho não desistiu da candidatura do independente Fernando Nobre, apesar das reservas de alguns deputados da bancada “laranja”, do seu parceiro de coligação, o CDS, e do anunciado voto contra do PS, principal partido da oposição. Mas, apesar do risco de chumbo – o voto é secreto e a nova AD iniciaria o mandato com uma derrota -, a verdade é que na liderança do PSD ainda se acredita que o médico da AMI e ex-candidato presidencial pode ser eleito – para isso precisa de 116 votos. Mesmo sem o voto de meia dúzia de deputados “laranja”

No comentário semanal da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que não concorda com a eleição de Fernando Nobre para presidente da Assembleia da República. “Não é uma boa solução para a maioria de apoio. Não há comparação entre ele e o Mota Amaral”, afirmou Marcelo Rebelo.

No entanto, o comentador acredita que Nobre será mesmo eleito presidente da AR. “Há muitos socialistas e deputados do CDS que, no segredo do voto, podem votar nele”, acrescentou o que pode acabar com a praxis parlamentar de eleger o Presidente da AR com larga maioria. Fernando Nobre apesar do extenso currículo é um estreante no na AR e o cargo de Presidente exige dos restantes parlamentares um reconhecimento que FN não tem.Mesmo que ganhe irá tornar-se a breve prazo um trunfo da oposição, uma variável adicional contra o frágil equilibrio da coligação governamental

A bancada do PSD vai propor nesta segunda-feira o nome de Guilherme Silva para vice-presidente da Assembleia da República. O grupo parlamentar do PCP avançará com o nome de António Filipe.

A polémica em torno de Fernando Nobre não é casual.Nobre partiu para a corrida presidencial do ultimo escurtínio contra cavaco Silva e Manuel Alegre.O seu extenso currículo humanitário e ideais de um Portugal baseado na lusofonia granjeavam-lhe grande reconhecimento, um reconhecimento consolidado pela convicção num ideal que ainda exige enorme coragem: o de ser monárquico num País republicano centenário.

A desilusão veio exactamente a partir do momento que abdica do ideal que lhe justificava a base de apoio.A larga maioria dos apoiantes de base eram monárquicos à procura de um caminho alternativo para a Republica.A chefia do Estado configuraria a praxis habitual de servir a Nação nos momentos mais dificeis. A abdicação publica configurou o ínicio de uma queda inesperada.De uma derrota eleitoral inesperada passou a capitalizar a base de apoio que obtivera nas presidenciais usando-a como “moeda de troca” para obter o 2º cargo mais elevado do Estado.A pretensão tornou-se óbvia e existem muitos que ainda mantêm as suas convicções recusando-se a pactuar com estratégias politicas que se tornaram a razão principal da perda de respeito das Instituições do Estado pelo povo.

Fernando Nobre no momento em que poderia ter contribuido para a aproximação entre o Poder e o eleitorado acrescentou-lhe mais alguma distãncia

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