comida para falcões

Depois do desastre eleitoral de 5 de Junho, que já se vinha confirmando com o total esvaziamento da agenda politica do Bloco de Esquerda protagonizada por um Partido Socialista reticente em ceder espaço politico às franjas de esquerda, vem o Bloco de Esquerda lembrar óbvio sem verificar que desta vez são os sociais democratas a retirar espaço de manobra ao partido que confirmou a desilusão na ultima legislatura.Não fosse o Ministro da Economia um forte apoiante da renegociação da divida: “Como somos um país de dimensões reduzidas muitos encolhem os ombros e exclamam que nada há a fazer. Só nos resta acatar as decisões de Bruxelas com a mão estendida. Esta atitude é um perfeito disparate e um verdadeiro insulto à nossa inteligência colectiva.”

O líder do Bloco de Esquerda afirmou esta tarde que Portugal vive numa “era de mudança de regime”. No fim da reunião da Mesa Nacional do partido – o órgão mais importante entre convenções – Francisco Louçã comentou a constituição do governo de Passos Coelho.
Sem querer falar directamente sobre os ministros escolhidos, Louçã preferiu realçar o momento que o país vive depois de assinado o acordo com a troika: “A viragem à direita deu aos dois partidos uma maioria confortável. Na verdade Portugal sabe que estamos a viver uma mudança de regime. Estamos a viver na era dos credores”, disse em conferência de imprensa.

O BE que sempre tentou fincar o seu eleitorado na classe média, em especial nas gerações mais novas, com propostas arrojadas perde gás ao verificar que não é só Portugal que está a mudar ,mas também a própria europa comunitária e a provar os novos tempos está a provavel nomeação para o BCE de Mário Draghi, um economista da mesma escola teorica do agora Ministro das finanças português.

Louçã sugere o termo “mudança de regime” levianamente .Esquece-se que mesmo em Ditadura o regime não mudou, apenas adaptou-se usando para isso os direitos dos portugueses.Se é esse o caso então espera-se do BE uma postura diferente. Se é de uma mudança de regime factual então teremos um cenário de Restauração com D. Duarte como Rei à frente de um Estado Monárquico

D. Duarte de Bragança

…algo improvável nos tempos próximos, mas não impossivel.

A Europa está “debaixo de fogo” e nessas alturas os europeus fazem aquilo que melhor sabem fazer, erguem muros e defesas…a “esquerda” foi a ultima a perceber que os tempos não são de avanços,mas de trincheiras

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