Povo, o elo perdido

Na primeira intervenção como primeiro ministro de Portugal (à saida do Palácio de Belém onde tinha sido indigitado) Passos Coelho vê-se forçado a excluir outros assuntos de maior importância (como a estrutura do futuro governo e linhas de orientação imediatas) para discutir se os dois partidos da coligação (PSD e CDS) já tinham decidido entre si quem ocuparia o 2º cargo politico mais importante do País…Ficaram os portugueses esclarecidos sobre a lista de prioridades que parecem interessar aos mídia (a crise económica é factor secundário) e o nível de cultura democrática que preenchia as mentes de todos os que participavam na conferência de imprensa.

Portugal torna-se de dia para dia um Estado próximo daquilo que foi a Borgonha do sec XIV, um Estado Feudal onde os “barões” se preocupavam mais em “abater” o Chefe de Estado legitimo do que com a população e as suas aspirações, um País sem “Rei nem Roque” onde a larga maioria da população age como se vivesse num Estado sob ocupação estrangeira.

O Parlamento português daqui a alguns anos

“A questão da presidência da Assembleia da República não fará parte do acordo entre os dois partidos.” Paulo Portas, presidente do CDS, confirmou esta quarta-feira que a candidatura de Fernando Nobre ao cargo de segunda figura do Estado não terá o apoio institucional dos centristas. O líder centrista justificou a decisão com os “compromissos anteriores” assumidos pelo CDS e PSD e com a percepção de que essa “não é matéria essencial para a governação do país”.

Urge perguntar qual a verdadeira natureza democrática de um País onde o partido que foi eleito com 18% da população recenseada detém a Presidência da Republica o governo e parece ter capacidade para decidir quem vai ocupar o 2º cargo politico mais importante do País.Pior ainda parece que todos já se habituaram a não terem voz.,a que outros decidissem unilateralmente sobre o que é de todos.

Um País sem voz ,sem uma voz independente do arco partidário é uma Nação condenada a transformar-se numa tragicomédia onde o preconceito e a ignorância parecem ser moeda forte em beneficio daqueles que nos trouxeram até aqui.

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