As revoluções sem saída

Reafirmamos a nossa convicção de que valeu a pena e que não estamos arrependidos.” Foi assim que esta tarde, Vasco Lourenço, o presidente da Associação 25 de Abril, abriu o discurso no Rossio, em Lisboa. Do Marquês de Pombal à praça do Rossio, em Lisboa, foram muitos os milhares de cidadãos que marcharam na manifestação do 37º aniversário do 25 de Abril.

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Num discurso ponderado que se desviou das demências recentes de Otelo Vasco Lourenço recita a velha cartilha de uma força que sempre lutou pela Democracia e que sempre encontrou na esquerda democrática o campo de batalha preferêncial para lutar por um ideal que insiste em sobreviver à inevitável condenação.Em Portugal a Democracia morre a partir do momento em que o país passa a depender de apoios externos.Foi assim em 1907,em 1926 e forçosamente tenderá a ser assim num futuro próximo.

A visita recente do FMI juntamente com técnicos do Fundo Europeu veio trazer ao de cima o receio de um presente que já sabiamos vir a encontrar a prazo.Portugal pede assistência ao FMI apenas 3 anos depois do 25 de Abril e novamente 6 anos depois.Na ausência de uma guerra cívil e com a entrada na CEE, uma terceira visita vem apenas confirmar que a Democracia em Portugal é insustentável porque vive do crescimento da Divida em função do alcance de posições partidárias no arco governativo.A demonstra-lo está a atitude recente do Presidente da Republica a apelar para um consenso partidário quando o consenso é a primeira das falências de qualquer democracia moderna.O actual candidato pelo PSD ao cargo de primeiro ministro sabe-o tão bem quanto a Esquerda sabe que um pedido de assistência financeira põe em causa os valores de soberania. A Irlanda ou a Grécia não melhoraram após assistência financeira e a própria cúpula da UE sabe que terá de podar os ramos podres mais tarde ou mais cedo, tudo em favor da não apresentação de resultados negativos por parte do sistema financeiro que viveu durante décadas apenas da especulação.Com origem na bolha dos DOT COM ou na especulação do mercado imobiliário , ou ainda na deslocalização maciça da estrutura produtiva para Oriente ,o facto é que os paises foram forçados a garantir a solvência da banca contaminando as próprias Finanças Públicas em favor de uma estabilidade politica e económica que nunca chegaria.O arco governativo da Europa tende para os grupos radicais ao mesmo tempo que os próprios EUA se apresentam como a próxima vítima de uma estrutura que não soube fazer a globalização.Hoje não são só os Estado que padecem de confiança, os próprios cidadãos desconfiam dos poderes eleitos

Longe vão os tempos onde os cidadãos acreditavam na moeda, independentemente das revoluções em curso (e forma muitas as “regenerações ” do Liberalismo) ou no limite formal que o próprio Trono representava para eminentes revolucionários de esquerda como Costa Cabral ou militaristas como Saldanha.Bombistas de esquerda ou militaristas de extrema direita encontravam sempre aquele limite formal que lhes impedia de  escrever a seu belo prazer a Carta Fundamental (Constituição), não por superioridade de raça mas porque ,como dizia o irlandês Bernard Shaw a Monarquia é a combinação entre o caractér imóvel de uma imagem de madeira com a credibilidade de uma feita de carne e sangue….o monarca tem tanto a perder quanto o povo.

Um Povo que não se sabe governar a sí próprio tenderá a ser governado por outros ,porque bem ou mal a governação terá sempre de existir,nem  que para tal abdiquemos dos nossos direitos fundamentais (de livre vontade ou sob coacção) em favor de uma União colorida de interesses que penhorarão o nosso futuro comum.

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